sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A natureza do cérebro

Postado por Kamadon

Vejam o relato da neurocientista Dra. Jill Taylor que viu a morte de perto, reprogramou sua mente e ensina o que você também pode fazer.


1ª Parte:
http://www.youtube. com/watch? v=JRw9PzXk_ Wg
2ª Parte:
http://www.youtube. com/watch? v=thWwpYNN3- A&feature=related



Para a neurocientista Jill Taylor, ter um derrame foi mais do que uma tragédia superada. Acostumada a tratar seus pacientes, viu-se dentro do mundo que fazia parte de seu dia-a-dia. Convencida de que o derrame foi uma das melhores coisas que poderia ter lhe acontecido, decidiu escrever o livro A cientista que curou seu próprio cérebro para mostrar a todos como é possível superar um problema de saúde tão grave e ainda aprender a cuidar melhor do corpo e da mente.

Para a autora, este “episódio”, que é como ela trata o derrame, lhe ensinou que é possível alcançar a paz de espírito tão almejada por todos nós, bastando, para isso, que estejamos atentos às mensagens enviadas por nosso cérebro.

Este não é um livro para cientistas. É um livro sobre uma longa jornada de reflexões – um testemunho emocionante que toca o fundo do coração, mostrando que a paz interior é verdadeiramente acessível a todos. Basta querer.

Inteligência Espiritual - Muito, muito, importante

Postado por Kamadon

... Ser Feliz ....

QS - Inteligência Espiritual
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um génio se não soubesse lidar com as emoções.

A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Drª Dana Zohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, "torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida".

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.

É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português, no Brasil, pela Record.

Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization ( IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?. ..

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente Espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.

O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência? ...

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual.

Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. .

Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou Inteligência Espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?...

É o poder transformador. A Inteligência Emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.
A Inteligência Espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação.

Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. "Inteligência Espiritual fala da Alma".

O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.

A Espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou 10 qualidades comuns às pessoas Espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:...

1 Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.

2 São levadas por valores. São idealistas.

3 Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade.

4 São holísticas.

5. Celebram a diversidade.

6. Têm independência.

7. Perguntam sempre "por quê?".

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.

9. Têm espontaneidade.

10. Têm compaixão.

REFLEXÕES

" Uma vela não perde a sua chama acendendo outra."

" Se coisas pequenas te atingirem é porque você está precisando ser maior do que tudo isso".

" É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe." Epiteto
" Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."

Uma história épica: Irmãs negras

Postado por Attman e Kamadon

Leonardo Boff

A Casa Grande e a Senzala não foram apenas construções sociais e físicas, dividindo por um lado os brancos, donos do poder e por outro, os negros, feitos escravos. Com a abolição da escravatura exteriormente desapareceram. Mas continuam presentes na mentalidade dos brancos e das elites brasileiras. As hierarquizações, as desigualdades sociais e os preconceitos têm nesta estrutura dualista sua origem e permanente realimentação.
A vida religiosa que se insere neste caldo cultural reproduziu em suas relações internas o mesmo dualismo e as mesmas discriminações. Durante todo o tempo da Colônia os que possuíam "sangue sujo", quer dizer, os que eram negros, indígenas ou mestiços, não podiam ser padres nem religiosos. Além de puro racismo, típico da época, argumentava-se que eles jamais conseguiriam viver a castidade. Esta discriminação foi internalizada nestas populações desumanizadas a ponto de sequer pensarem em ser padres, religiosos ou religiosas.
As consequências perduram até os dias de hoje: a crônica falta de clero autóctone no Brasil. Pelo número de católicos, deveríamos ter pelo menos cem mil padres. Possuímos apenas 17 mil e muitos são ainda são estrangeiros.
Mesmo com a revitalização da Igreja brasileira através do processo de romanização inaugurada no final do século XIX com a vinda de congregações religiosas européias, as pessoas negras ou mestiças continuaram sistematicamente excluídas. Mas houve uma ruptura inauguradora. Em 1928 a Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, fundação genuinamente brasileira, de uma leiga piedosa Maria Villac, apoiada pelo bispo Dom Campos Barreto de Campinas, foi a primeira a abrir a porta de seus conventos a mulheres negras.
Mesmo assim, não escapou da influência da Casa Grande e da Senzala mental: houve a divisão clara entre as oblatas, irmãs negras ou de pouca instrução e as coristas, brancas e com instrução. Até o hábito era diferente, azul e branco para as coristas e preto para a oblatas. A missão destas que constituíam quase a metade da Congregação, era de servir às coristas, acompanhar seus trabalhos e assumir todas as tarefas domésticas de um convento, desde cozinhar, lavar a roupa até manter a horta e cuidar da criação de animais.
Por quarenta anos foi assim, até que se abriu a janela do aggiornamento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Aboliram-se as divisões de tarefas, umas nos trabalhos manuais e outras na vida apostólica. Como comentou Dom Odilon, bispo de Santos: "acabou-se a escravidão na Congregação".
Esta história foi recentemente pesquisada e escrita pelas próprias religiosas negras sob a orientação segura do historiador Pe. José Oscar Beozzo com o título: "Tecendo memórias, gestando o futuro: história das Irmãs Negras e Indígenas das Missionárias de Jesus Crucificado" (Paulinas 2009).
Qual é a originalidade deste livro? É mostrar o lento despertar da consciência das irmãs negras, de sua identidade étnica, de seus valores específicos e de sua espiritualidade singular, feito de histórias de vida narradas por irmãs negras, histórias de chorar, tal o nível de discriminação e de humilhação.
Mas o que transparece não é amargura ou espírito de revanche. Ao contrário, é o de resgate da memória de tudo o que se aprendeu nessa penosa caminhada e do lançamento das bases para um futuro mais igualitário e respeitador das diferenças. Elas mostram que a identidade negra não precisa ser trágica, mas foi e pode ser épica: feita de uma sábia resistência e de um desabrochar lento mas seguro de seu próprio caminho de libertação. As religiosas negras emergem como verdadeiras heroínas e muitas delas com sinais inequívocos de santidade. Assim se supera uma visão miserabilista dos negros e negras e se realça sua inventividade, sua capacidade de ter alegria interior que se revela no riso e na festa, na música e na dança.
Esse livro vem preencher uma lacuna na historiografia negra na ótica da vida religiosa. Ele suscita admiração mais que compaixão, vontade de conquista mais do que resignação. Sua leitura nos edifica e nos faz humanamente mais solidários.

Perón, Getúlio, Lula

Postado por Attman e Kamadon

Emir Sader *

Adital - Quando acusou Lula de uma espécie de neoperonista, Fernando Henrique Cardoso (FHC) vestia, em cheio, o traje da direita oligárquica latinoamericana. Que não perdoou e segue sem perdoar os líderes populares latinoamericanos que lhes arrebataram o Estado de suas mãos e impuseram lideranças nacionais com amplo apoio popular.
Os três -Perón, Getúlio e Lula- têm em comum a personificação de projetos nacionais, articulados em torno do Estado, com ideologia nacional, desenvolvendo o mercado interno de consumo popular, as empresas estatais, realizando políticas sociais de reconhecimento de direitos básicos da massa da população, fortalecendo o peso dos países que governaram ou governam no cenário internacional.
Foi o suficiente para que se tornassem os diabos para as oligarquias tradicionais: brancas, ligadas aos grandes monopólios privados familiares da mídia, aos setores exportadores, discriminando o povo e excluindo-o dos benefícios das políticas estatais. Apesar das políticas de desenvolvimento econômico, especialmente industrial, foram atacados e criminalizados como se tivessem instaurados regimes anticapitalistas, contra os interesses do grande capital. Quando até mesmo os interesses dos grandes proprietários rurais - nos governos dos três líderes mencionados - foram contemplados de maneira significativa.
Perón e Getúlio dirigiram a construção dos Estados nacionais dos nossos dois países, como reações à crise dos modelos primário-exportadores. Fizeram-no, diante da ausência de forças políticas que os assumissem, seja da direita tradicional, seja da esquerda tradicional. Eles compreenderam o caráter do período em que viviam; se valeram do refluxo das economias centrais, pelos efeitos da crise de 1929, posteriormente pela concentração de suas economias na II Guerra Mundial, tempo estendido pela guerra da Coréia.
A colocação em prática das chamadas políticas de substituição de importações permitiram a nossos países dar os saltos até aqui mais importantes de nossas histórias, desenvolvendo o mais longo e profundo ciclo expansivo das nossas economias, paralelamente ao mais extenso processo de conquistas de direitos por parte da massa da população, particularmente os trabalhadores urbanos.
Se tornaram os objetos privilegiados do ódio da direita local, dos seus órgãos de imprensa e dos governos imperiais dos Estados Unidos. Dos jornais oligárquicos: La Nación, La Prensa, La Razón, na Argentina, ao que se somou depois o Clarin; o Estadão, O Globo, no Brasil, a que se somaram depois os ódios da Folha de São Paulo (FSP) e da Editora Abril. Os documentos do Senado dos EUA confirmam as articulações entre esses órgãos da imprensa, as Forças Armadas, os partidos tradicionais e o governo dos EUA nas tentativas de golpe, que percorreram todos os governos de Perón e de Getúlio.
Não por acaso bastou terminar aquele longo parêntese da crise de 1929, passando pela Segunda Guerra e pela guerra da Coréia, com o retorno maciço dos investimentos estrangeiros -particularmente norteamericanos, com a indústria automobilística em primeiro lugar-, para que fossem derrubados Getúlio, em 1954; e Perón, em 1955.
Mas os fantasmas continuaram a assombrar os oligarcas brancos, que sentiam que aqueles líderes plebeus -tinham desprezo pelos líderes militares, que deveriam, na opinião deles, limitar-se à repressão dos movimentos populares e aos golpes que lhes restabeleceriam o poder- lhes tinham roubado o Estado e, de alguma forma, o Brasil.
O golpe militar argentino de 1955 inaugurou a expressão "gorila" para designar o que mais tarde o ditador brasileiro Costa e Silva chamaria, de "vacas fardadas". A direita apelava aos quartéis, porque não conseguia ganhar eleições dos líderes populares. Durante os anos 50, no Brasil, fizeram articulações golpistas o tempo todo contra Getúlio, até que o levaram ao suicídio. Tentaram impedir a posse de Juscelino Kubistchek (JK), alegando que tinha ganho as eleições de maneira fraudulenta. JK teve que enfrentar duas tentativas de levantes militares de setores da Aeronáutica contra seu governo, legitimamente eleito, tentativas sempre apoiadas pela oposição da época, em conivência com os governos dos EUA.
O peronismo esteve proscrito politicamente de 1955 a 1973. Até o nome de Perón era proibido de ser mencionado na imprensa. (Os opositores usavam Juan para designá-lo ou alguns de seus apelidos.) Quando foram feitas eleições com um candidato peronista concorrendo -Héctor Campora-, ele triunfou amplamente e - ao contrário de Sarney no Brasil - convocou novas eleições, triunfando Perón, que governou um ano, até que foi dado o golpe de 1976, pelas mesmas forças gorilas.
No Brasil, o governo João Goulart foi vítima do mesmo tipo de campanha lacerdista, golpista, articulada com organismos da "sociedade civil" financiados pelos EUA, articulados com a imprensa privada, convocando as Forças Armadas para um golpe, que acabou sendo dado em 1964.
Perón, Getúlio e, agora, Lula, tem em comum a liderança popular, projetos de desenvolvimento nacional, políticas de redistribuição de renda, papel central do Estado, apoio popular, discurso popular. E o ódio da direita. Que usou todos os "palavrões": populista, carismático, autoritário, líder dos "cabecitas negras", dos "descamisados" (na Argentina). A classe média e o grande empresariado da capital argentina, assim como a classe média (de São Paulo e de Minas, especialmente) e o grande empresariado, sempre a imprensa das rançosas famílias donas de jornais, rádios e televisões.
É o ódio de classe a tudo o que é popular, a tudo o que é nacional, a tudo o que cheira povo, mobilizações populares, sindicatos, movimentos populares, direitos sociais, distribuição de renda, nação, nacional, soberania. FHC se faz herdeiro do que há de mais retrógado na direita latinoamericana -da União Democrática Nacional (UDN) de Lacerda, passando pelos gorilas do golpe argentino de 1955, pelos golpistas brasileiros de 1964, pelo anti-peronismo e o anti-getulismo, que agora desemboca no anti-lulismo. Ao chamar Lula de neoperonista, quer usar o termo como um palavrão, como acontece no vocabulário gorila, mas veste definitivamente a roupa da oligarquia latinoamericana, decrépita, odiosa, antinacional, antipopular. Um fim político coerente com seu governo e com seus amigos aliados.

* Filósofo, cientista político e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), onde coordena o Laboratório de Políticas Públicas

domingo, 15 de novembro de 2009

Lendas Urbanas -"A Aparição da Menina Melissa - História Verídica "


Postado por Kamadon


:: Certa noite, era meia noite em ponto. Levantei-me e fui até a cozinha pegar um copo de água. De repente, eu vi um vulto aterrorizante passar pela porta da cozinha. Não dei muita importância pois estava com muito sono e pensei que poderia ser fruto da minha imaginação. Na noite seguinte acordei na mesma hora, só que dessa vez para ir ao banheiro e adivinhem...OUTRO VULTO!!! Dessa vez eu dei importância, pois, tinha certeza que estava bem acordada. Fui apavorada para a cozinha para ver se o vulto se repetia, e a minha expectativa aconteceu. Quando olhei para o fantasma, percebi que era exatamente igual à foto da menina que eu vira no cemitério no dia em que o vulto apareceu pela primeira vez. Gritei demais...pena que estava sozinha em casa, pois, meus pais e minha irmã foram passar a noite na casa da minha tia, só não fui porque tinha brigado com minha prima Vivi (Verônika). Passado o susto na manhã seguinte minha mãe me ligou dizendo que iria passar a semana na casa da minha tia. Então eu disse que estava tudo bem. Fui na geladeira preparar meu café da manhã. Dentro da geladeira havia um papel escrito: "Para que você não me veja mais vá ao cemitério e coloque flores, pois minha família não me visita. Te espero essa tarde se quiser ter sossego de volta." À tarde levei as flores e lá estava escrito: "Sabia que você viria!" Fiz uma oração para a menina que se chamava Melissa e fui embora. Nunca mais ela me perturbou e desse dia em diante passei a levar flores a ela sempre que posso. Acreditem se quiser, mas, essa história é real...

Lendas Urbanas -"Loira do Dia Três de Novembro "


Postado por Kamadon


::Loira do Dia Três de Novembro No dia três de novembro de 1950 , num grande cemitério , surgiu uma moça aparentando vinte e sete anos , loira , de olhos azuis , vestida numa roupa branca com um véu de renda . No meio , do nada , ela começou a ter atitudes estranhas , como a de pegar algumas flores de um túmulo enfeitado e coloca–las em sepulturas aparentemente abandonadas e sem nenhum enfeite . Desta maneira o coveiro , Zé , aproximou–se e indagou : - Moça , por que você está tirando alguns enfeites e flores de alguns túmulos e colocando em outros ? A loira respondeu : - É que ontem foi Dia de Finados e muitos jazigos receberam flores e enfeites . - Porém alguns não receberam nada e reza a lenda que se um morto , não recebe nenhum adorno neste dia especial , ele fica triste . - Então para que os defuntos esquecidos não fiquem chateados , eu tiro algumas flores de uns e coloco-nos mais abandonados . Sem falar que eu rezo por estes mortos também . O coveiro disse : - Tudo bem . O tempo passou e todo o dia três de Novembro esta loira aparecia no campo–santo . O problema é que os anos avançaram , novos caixões foram sepultados , o coveiro envelheceu . Mas nada da mulher misteriosa , do dia três de novembro , envelhecer também. No dia três de novembro de 1997 , a loira estava retirando flores de um túmulo para colocar em outro , quando de repente , um rapaz gritou : - O que é isto ? ! - Por que está tirando os enfeites do jazigo dos meus pais para colocá–los num túmulo abandonado ? - Isto é violação ! - Telefonarei para a polícia para resolver isto , já ! - Afinal sou Maurício , um grande empresário e exijo respeito ! Então o moço pegou seu telefone celular e chamou os guardas , que levaram a dama até a delegacia . Chegando lá o delegado exclamou : - Seus documentos , por favor ! Desta maneira a mulher tirou um papel amarelado de sua bolsa e entregou ao homem , que gritou : - O significa isto ?! - Está escrito aqui : - Ângela Boamorte . - Data de nascimento : - 3 / 11 / 1807 . - É lógico que você não tem mais de cem anos , né ?! - Por isto irei prendê–la por falsificação de documento . Deste jeito a donzela foi para o xadrez com mais doze presas . Quando o relógio tocou meia–noite , os guardas escutaram um barulho estranho vindo da cela feminina . Quando eles chegaram lá viram as paredes , de concreto , rachando misteriosamente e se despedaçando no chão , fato que fez com que as presas escapassem . Em janeiro de 1998 , a empresa de Maurício foi à falência , ele entrou em depressão , perdeu a consciência e virou mendigo. Em outubro de 1999 um carro atropelou este rapaz , que morreu e foi enterrado como indigente . No dia 3 de novembro do mesmo ano , o fantasma de Maurício viu que uma loira estava colocando rosas em seu jazigo . De repente o seu espírito , saiu do caixão e disse : - Moça , eu acho que conheço você ... - Lembrei: - Você é aquela mulher que pegou os enfeites do jazigo dos meus pais para adornar um túmulo abandonado ! A donzela explicou : - Meu nome é Ângela Boamorte . - Eu faço isto desde o século dezenove . Pois quando morri fui enterrada como indigente e por não ser boa o suficiente para ir ao céu , mas por não ser tão má para chegar ao inferno , fiquei presa ao meu jazigo . Deste jeito sempre me senti abandonada no Dia de Finados , ao ver que o túmulo das outras pessoas era visitado e recebiam flores , menos o meu . Então recebi a missão de todo o dia 3 de novembro , tirar alguns enfeites dos jazigos que receberam visitas e colocá–los nos túmulos abandonados . Portanto , se você visitar qualquer cemitério no dia 3 de novembro e ver uma loira retirando flores de alguns túmulos para colocar em outros , não se assuste pois é Ângela Boamorte cumprindo sua missão .

90 Anos da Revolução Russa - Por: Marly A. G. Vianna*

Postado por Attman e Kamadon

As opiniões sobre a Revolução Russa são geralmente bastante polarizadas: ou furiosamente contra ou apaixonadamente a favor. Nos dias de hoje, quando muitos comemoram seu fim, surge uma outra posição que, sem se dar ao trabalho de criticá-la (pois já não se foi?), simplesmente a colocam num passado remoto, fora de moda, fora de época, jurássica.
É compreensível que assim seja. A Revolução Russa foi a primeira grande revolução proletária do mundo. Foi o primeiro acontecimento mundial a mostrar que o capitalismo não é o fim da história, que é possível constituir uma sociedade sem que um grupo humano explore outro, uma sociedade solidária para além de suas fronteiras nacionais. Essa é uma visão de mundo que a Revolução Russa concretizou e, por ter sido tão radical em sua transformação da sociedade capitalista, é natural que polarize opiniões: de um lado, como disse Marx, os que nada tinham a perder e todo um mundo a ganhar; de outro, aqueles que defendiam sua sobrevivência enquanto classe. Inevitável polarização, de idéias e de atitudes.
Para aqueles que se colocam na firme defesa da Revolução Russa, cabe entendê-la, tanto nos seus acertos, que foram imensos, quanto nos seus erros e descaminhos, que foram também imensos e que levaram a que se encerrassem ingloriamente 70 anos de socialismo.
Marx e Engels, como todos os revolucionários, esperavam que a revolução proletária ocorresse em país com alto nível não só econômico como cultural. Mas sabiam que não bastam as condições objetivas para que se dê uma revolução. Na Alemanha, que parecia cumprir todos os requisitos para a ocorrência e consolidação do socialismo, as vontades revolucionárias enfrentaram uma oposição tenaz e violenta, acabando por fracassar em seus intentos de transformação social. Já na Rússia, atrasada econômica e culturalmente, a guerra ajudou a enfraquecer não só o tzarismo absolutista quanto a burguesia vacilante do primeiro momento revolucionário. Por outro lado, a humanidade jamais viu um grupo de políticos como o primeiro grupo bolchevique que, sob a direção de Lênin, soube organizar e comandar o povo russo pelo caminho da revolução proletária.
Dá-se sempre a Revolução Russa como exemplo de uma revolução violenta, sangrenta, o que não é verdade. A tomada do Palácio de Inverno foi quase que pacífica. Violenta foi a reação à revolução. Sangrentos e violentos foram os ataques da Entente, países coligados, depois da guerra, para atacar a jovem República Soviética. Violenta foi a contra-revolução dentro do país. Realizada em meio ao caos da Grande Guerra, contabilizando as perdas sofridas em seu território para garantir a paz, enfrentando as poderosas forças coligadas contra ela, que lhe impuseram um verdadeiro cordão sanitário, que lhe isolaram atrás de uma "cortina de ferro", a revolução havia sobrevivido e começava a consolidar uma nova sociedade. E isso não teria sido possível sem o apoio maciço da população. Em 1930 o país havia retomado o nível econômico de 1913, antes da 1ª Guerra Mundial, e parecia que teria agora, vencidos tantos obstáculos, a paz necessária para reconstruir-se - esperança logo frustrada pela II Guerra.
Disse Maiakósviski, em um de seus poemas, que é impossível pensar na revolução com um prego no sapato. Era preciso criar as bases materiais para alicerçar sobre elas o socialismo. Nisso a revolução teve pleno êxito: saúde gratuita e ao alcance de todos, casas sendo construídas a ritmo vertiginoso e distribuídas à população, educação para todos, com um mínimo de oito anos de escolaridade obrigatória, transporte subsidiado e praticamente gratuito. Os êxitos econômicos foram imensos, mas não bastam. Uma série de situações históricas dificultaram - e muitas vezes impediram mesmo - a caminhada na direção de uma sociedade socialista - fundamentalmente humanista.
Nesse ponto, o fenômeno Stalin deve ser analisado, porque o que passou a ser chamado de stalinismo, isto é, o conjunto de situações históricas que configuraram os rumos da revolução, e que explicam, inclusive o comportamento de seus dirigentes, foi o responsável pelos descaminhos do marxismo e da revolução.
Stalin era o representante mais coerente de uma situação histórica, de uma Rússia atrasada, preconceituosa, sem tradição de respeito ao indivíduo, de uma Rússia muito mais autêntica do que a Rússia culta e humanista representada por Lênin, Trótski, Bukárin, Zínoviev, Kámenev e tantos outros. Dentro das inúmeras dificuldades por que passava a revolução, a personalidade de Stálin ganhou força porque sua atuação, e os apelos místicos a que era dado, chegaram - exatamente pelo que tinham de apelativos -, ao coração de uma massa que fizera a revolução, lutava por ela, mas estava exausta de sacrifícios e dificuldades.
O PCUS, depois da sangria da guerra civil, estava profundamente debilitado. Os melhores quadros bolcheviques haviam morrido na luta e as dificuldades imensas a serem enfrentadas foram fazendo, como notou Isaac Deutscher , com que o partido substituísse o povo, que soubera tão bem conduzir no início da revolução. Depois o comitê central substituiu o partido, o birô político o comitê central e Stalin pôde dominar o birô político.
Por ter um pensamento teórico e político pouco elaborado, Stalin foi um mestre nas simplificações e abastardamento do marxismo, o que o fez com que qualquer um pensasse entendê-lo bem, sem qualquer esforço ou dificuldade. Foi um sucesso. Sua doutrina, ainda segundo Deutscher, "sem raízes profundas em idéias e sem qualquer originalidade em suas previsões, resumem uma corrente de opinião ou emoção poderosa e não expressada até então. (...) Uma de suas características notáveis era a de sentir as tendências psicológicas subterrâneas prevalecentes no partido e imediações, esperanças não confessadas e desejos tácitos, de que se constituiu porta-voz."
A Rússia, premida pelas dificuldades internas e ataques externos, viu-se forçada, para sobreviver, a atitudes extremas, como foi a industrialização e a coletivização forçada, que levou mais de 100 milhões de camponeses a abandonarem suas primitivas explorações. A alfabetização, também forçada, fez com que milhões de analfabetos aprendessem a ler e escrever. Tudo tinha que ser forçado, até mesmo a mudança de costumes arraigados, como a poligamia de certas regiões, ou o profundo desprezo pela mulher, que passou a ser tratada com igualdade pela República soviética. Ivan o Terrível, Pedro o Grande e outros reformadores de outras nações parecem anões ao lado do vulto gigantesco do secretário-geral, escreveu Deutscher: "Um homem comum, de idéias medianas, com punhos e pés de gigante".
Construir o socialismo na Rússia, nas circunstâncias históricas em que isso foi possível, revolucionar o país por completo, era uma tarefa hercúlea. Era preciso "forçar". E nesse processo, foram sendo destruídos postulados fundamentais do marxismo, como a democracia interna do partido, a democracia socialista para o povo, o respeito ao ser humano. Desse processo Stalin foi tanto artífice quanto vítima.
No espaço que temos não podemos nos aprofundar em tantas questões de fundamental importância para a compreensão da Revolução Russa. Quero então frisar que para opinar sobre a Revolução Russa com um mínimo de seriedade é preciso estudá-la, entendê-la e explicá-la, saber porque os acontecimentos históricos se desenrolaram da forma em que ocorreram e não de outra.
Estar ao lado dos revolucionários russos não quer dizer esquecer os erros que cometeram. É preciso abominar as barbaridades cometidas na época do chamado stalinismo, sem esquecer que a Revolução Russa foi a primeira tentativa de criação de um estado proletário na história da humanidade, e que seu povo pagou alto preço pelo sonho de construir uma sociedade igualitária. Pagou com 20 milhões de vidas a derrota do nazi-fascismo. Tirou de suas mais básicas necessidades recursos para ajudar a manter a paz no mundo, o respeito à autodeterminação dos povos, a luta contra o colonialismo, o apoio à Revolução Cubana. É patético ouvir pessoas que jamais foram capazes de desejar algo além de mesquinhas necessidades, vivendo num país carente de quase tudo, julgando com altivo desprezo e espantosa superficialidade um povo que foi capaz de feitos e sacrifícios inauditos para construir um mundo verdadeiramente humano.
Evidentemente, aqueles que estamos ao lado da Revolução Russa sofremos uma derrota, assim como aqueles que prezam a paz e querem fazer frente à barbárie em que nos encontramos. Mas ser derrotado não quer dizer não ter razão. Como expressou um revolucionário, Buonaventura Durutti: "Não temos medo de ruínas - nós herdaremos a Terra. Não há a menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode fazer explodir e arruinar seu próprio mundo antes de abandonar o palco da História. Nós trazemos o novo mundo em nossos corações."
* Marly Vianna é Professora da História da Universidade Federal de São Carlos