domingo, 14 de novembro de 2010

APRENDENDO A SILENCIAR A MENTE

Postado por Kamadon


A mente só pode existir em sociedade. Ela é um fenômeno social, pois necessita da presença de outras pessoas. Você não pode sentir raiva quando está sozinho ou, se isso acontecer, se sentirá tolo. Você não poderá sentir triste quando está sozinho, pois não há desculpa para tal. Também não pode se tornar violento é necessário que haja mais alguém por perto. Você não pode falar, não pode continuar tagarelando. Não pode usar a mente, ela não pode funcionar – e quando a mente não pode funcionar, ela se torna ansiosa e preocupada. Ela precisa funcionar, precisa de alguém para se comunicar. A mente é um fenômeno social, um subproduto da sociedade. Não apenas da sociedade moderna, mas de qualquer sociedade.

Livro: Aprendendo a silenciar a mente. Osho. Pag 73.

"O DEUS do Tudo"

Postado por Kamadon

Na nossa atual condição evolutiva, sendo portadores de uma inteligência limitada, somos incapazes de compreender o que é Deus. Por mais que nos esforcemos em medir o absoluto será sempre pelo prisma do que é relativo.
Não há frases na probre linguagem humana que possam exprimi-lo com exatidão, as muitas teorias e definições que conhecemos nos garante no máximo uma visão estreita quando bem interpretadas, tamanha é a infinidade da questão.
Se está fora do nosso alcance compreendê-lo tanto em função da razão, do racíocinio mesquinho possível na matéria. Podemos por outro lado senti-lo mais em função do coração, através do amor, do abandono e da confiança em Deus, do esquecimento de nós mesmos.
Se tivermos a consciência que ele é o que tudo movimenta e tudo que é movimentado, fonte geradora de tudo que existe, já está suficientemente bem sabido. Não necessitando ir além disso para o muito complexo, até pq mesmo que quiséssemos, nos faltam sentidos para perceber o que nos é invisível.
A água que mata a sede, o ar que se respira, a lãmpada que se acende, o alimento que sustenta o corpo. Tudo, sem exceções, tudo emanou de Deus e é parte de Deus, que se doa com profunda generosidade.
Todos os acontecimentos que ocorrem na vida são comandados por Deus, inclusive aqueles que não gostamos, os que julgamos de injustos são verdadeiramente justos e bondosos, pq Deus é a Justiça, e se ele permite que algo aconteça é pq houve necessidade e merecimento, ele o faz por amor a seus filhos e jámais como punição, da a cada um segundo as suas obras práticadas, tudo é para o nosso crescimento. Se ele é por nós, quem será contra nós?
Nos concentremos em ter como objetivo esse sentimento de união com deus, de que tudo é a sua manifestação em ação, não havendo distâncias, mas o reconhecendo em tudo que vibra e vive ao nosso redor, por dentro e por fora de nós.
Nossos juízos negativos sobre as pessoas vão perdendo a força, pq o que são se não meus irmãos, deuses também, merecedores de todo o meu respeito, por mais diferentes que possamos ser.
Todos estamos suscetíveis ao abatimento, o sentimento de fraqueza que com tanta frequência nos ferem. Porém quanto mais entregarmos tudo nas mãos do Pai, tanto menos as situações nos causaram perturbações, tenha firme confiança.
Ele não espera nada que não seja que a nossa alma esteja desnuda de todo egoísmo e interesse pessoal, de todo desejo frívolo, para isso nos oferece os meios a todo instante.

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A VOZ

Postado por Kamadon

Faz o que a tua intuição te diz. Aprende a perceber onde é que a
tua intuição te leva. Ela é o grande vento da tua vida. Ela é a voz,
é o comando, ela sabe o que é bom para ti.

E quando todos pensarem que enlouqueceste, que já não
controlas nada, que já não tens objectivos; quando pensarem
que entregaste os pontos, que já não resistes e quando
todos pensarem que estás a fazer tudo ao contrário, vais
sentir uma luz a crescer dentro do teu peito.

E essa luz é tão forte, tão poderosa, essa luz é tão concreta
e consciente, essa luz é tão própria tua, que talvez pela primeira
vez na tua vida vais compreender o que é ser feliz.


O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde
de Alexandra Solnado

A MORTE

Postado por Kamadon

O DIA DOS MORTOS É DIA O 02 DE NOVEMBRO.
Dia em que nos sentimos tão pequenos, meio como quem cai da mudança, porque Morte é mudança.Sentimos saudades, choramos e lembranças
muitas lembranças afloram em nossa mente.E aí perguntamos: Você tem medo da morte?

Morte!

Quem tem medo da "morte"?
O que é a" morte "?

"Morte" é uma passagem,
passagem para uma outra vida,
vida igual a esta vida,
mas vivida em outra estalagem.

Se " morte" é mudança . . .
por que termos medo?

O medo se aplica, para aqueles
que nada até agora conhecem,
das vidas e muitas vidas
que ora e sempre se seguem.

O medo é algo que se sente,
por alguma coisa desconhecida,
sem confiança Naquele que guia,
nossa vida e nossa mente.

Afigura-se a "Morte "
Como um grande carrasco
De nossos sentimentos profundos,
Pelos nossos irmãos do mundo.

Entes queridos que partiram
Entes que irão partir
Eis que ela não deixa
A ninguém sem partir.

Por isso é bom se conformar
E abrir bem os olhos,
Para aquilo que tens a fazer
Nesta etapa, não deixe amanhecer.

Que tudo se realize,
Conforme os preceitos morais,
Os ensinamentos de Cristo,
Para não morrer mis.

Como seria bom,
Se pudessem entender
Profundamente,
O sentido da vida,
Pois,
A morte afigurar-se-ia
Como um grande alento,
A vitória, de uma vida!

A VIDA EXISTE NO EXISTIR

Postado por Kamadon

A vida existe no viver


Uma história dos hassídicos:
Quando o Rabbi Birnham estava em seu leito de morte, sua esposa explodiu em lágrimas.
Ele disse: "Por que você está chorando? Toda a minha vida foi apenas para que eu pudesse aprender a morrer".
A vida existe no viver. Ela não é uma coisa, é um processo. Não há nenhum modo de alcançar a vida exceto estando-se vivo, fluindo, movendo-se com ela.

Se você está buscando o sentido da vida em algum dogma, em alguma filosofia, em alguma teologia, esse é o caminho certo para perder-se a vida e seu significado, ambos.


Osho, em "Vida, Amor e Riso"


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Visão divina

Postado por Kamadon

A visão beatífica da beleza divina é o conhecimento, digamos, do Intervalo Puro, da relação harmoniosa além dos objetos a que ela diz respeito.

Um exemplo material da beleza-em-si-mesma é o céu sem nuvens do anoitecer, que achamos inexprimivelmente amável, embora ele não possua nenhuma ordenação de arranjo, já que não há partes distintas a serem harmonizadas.

Achamos belo porque isso é um emblema da infinita Clara Luz da Vacuidade.

Chegamos ao conhecimento desse Intervalo Puro apenas quando aprendemos a matar o apego às criaturas, acima de tudo a nós mesmos.

Aldous Huxley, em “Seven Meditations”
(do livro “Huxley and God – Essays on Religious Experience”)

Desejo e impermanência

Postado por Kamadon

Talvez fosse melhor se a vida não trouxesse mudança — se pudéssemos confiar em que ela nos proporcionará felicidade duradoura.

Mas, se isso não é verdadeiro, uma compreensão calma e clara do que é verdadeiro — nenhuma condição é permanente ou confiável — enfraqueceria o ponto pelo qual o desejo nos agarra.

O sofrimento pode desvanecer-se no despertar, devido ao absurdo dos pressupostos que o sustentam. Sem reprimi-lo ou negá-lo, pode-se renunciar ao sofrimento do mesmo modo como uma criança renuncia a um castelo de areia: não reprimindo o desejo de construí-lo mas desviando-se de um esforço que já não desperta nenhum interesse.

Stephen Batchelor
“Budismo sem crenças”