Postado por Kamadon
"O ser humano desceu das regiões celestes através de um processo chamado
'involução'. Conforme ocorria essa descida na matéria e ele se afastava do
Fogo primordial, carregou-se de corpos cada vez mais densos, até o corpo
físico. Assim como no inverno, devendo enfrentar o frio, somos obrigados a
vestir roupas cada vez mais pesadas, partindo da camiseta e da blusa até o
sobretudo!
Para retomar agora o caminho para o Alto, o ser humano deve se despir,
simbolicamente falando, despojar-se de tudo o que o torna mais pesado: ao
invés de procurar acumular, deve aprender a renunciar, a despojar-se, a
libertar-se. É o acúmulo que favorece a descida. Cada pensamento, sentimento
ou desejo inspirado pelo instinto de posse vem grudar-se aos seus corpos
sutis como faz a geada nos galhos das árvores no inverno. É preciso que o
sol da primavera recomece a brilhar para que a geada se derreta e o homem
reencontre o seu verdadeiro ser."
quinta-feira, 31 de março de 2011
Pensamento do Dia 31 de Março de 2011
Postado por Kamadon
Princípios masculino e feminino
"Um homem sozinho ou uma mulher sozinha não podem gerar um filho. Para fazer
isso, são precisos os dois. Mas pela palavra cada um deles, mesmo
separadamente, pode se tornar criador graças aos dois princípios – masculino
e feminino – que estão contidos na boca: a língua e os dois lábios. Todos os
Evangelhos ilustram essa verdade. É graças à onipotência do Verbo que Jesus
fez milagres. Ele disse ao paralítico: «Levanta, pega no teu leito e anda» e
o paralítico andou. Para ressuscitar Lázaro, ele ficou diante da sua tumba e
gritou com voz forte: «Lázaro, sai!». Para ressuscitar a filha de Jairo, ele
pegou a sua mão e disse: «Filha, levanta!». Quando cuidava dos possuídos,
ordenava aos demônios: «Sai desse homem!». Quando curou o leproso, disse:
«Eu quero que fique purificado!». Quando aplacou a tempestade, disse ao mar:
«Silêncio, acalma-te!».
O próprio modo com que o nosso corpo foi construído contém todo um
ensinamento sobre os dois princípios: masculino e feminino. O corpo nos
ensina que é só embaixo, no plano físico, que os dois princípios são
separados: fisicamente, exceto em casos totalmente excepcionais, um ser
humano só pode ser homem ou mulher. Mas no Alto, no plano divino, os dois
princípios estão reunidos assim como estão reunidos na boca. É só no Alto
que o ser humano é criador e livre."
Princípios masculino e feminino
"Um homem sozinho ou uma mulher sozinha não podem gerar um filho. Para fazer
isso, são precisos os dois. Mas pela palavra cada um deles, mesmo
separadamente, pode se tornar criador graças aos dois princípios – masculino
e feminino – que estão contidos na boca: a língua e os dois lábios. Todos os
Evangelhos ilustram essa verdade. É graças à onipotência do Verbo que Jesus
fez milagres. Ele disse ao paralítico: «Levanta, pega no teu leito e anda» e
o paralítico andou. Para ressuscitar Lázaro, ele ficou diante da sua tumba e
gritou com voz forte: «Lázaro, sai!». Para ressuscitar a filha de Jairo, ele
pegou a sua mão e disse: «Filha, levanta!». Quando cuidava dos possuídos,
ordenava aos demônios: «Sai desse homem!». Quando curou o leproso, disse:
«Eu quero que fique purificado!». Quando aplacou a tempestade, disse ao mar:
«Silêncio, acalma-te!».
O próprio modo com que o nosso corpo foi construído contém todo um
ensinamento sobre os dois princípios: masculino e feminino. O corpo nos
ensina que é só embaixo, no plano físico, que os dois princípios são
separados: fisicamente, exceto em casos totalmente excepcionais, um ser
humano só pode ser homem ou mulher. Mas no Alto, no plano divino, os dois
princípios estão reunidos assim como estão reunidos na boca. É só no Alto
que o ser humano é criador e livre."
terça-feira, 29 de março de 2011
Otimismo e pessimismo; Amor e plenitude
Postado por Kamadon
"A questão do otimismo e do pessimismo vai muito mais além do que se possa
pensar. Só quem está na busca dos bens espirituais pode ser realmente
otimista. Porém, quem se concentra nos bens materiais, mesmo que
inicialmente esteja cheio de esperança, mais cedo ou mais tarde, será
obrigado a abandonar as suas ilusões.
Otimismo e pessimismo subentendem duas filosofias de vida. O pessimista não
vê nada além das pequenas coisas da Terra, enquanto o otimista abre a sua
alma para as vastas extensões do Céu. Ele sabe que o homem está predestinado
para, um dia, alcançar a sua pátria celeste. No caminho que leva a essa
pátria, obviamente, ele encontrará o mal sob todas as sua formas, sofrerá,
duvidará dos outros e de si mesmo, desanimará. Mas mesmo nos piores momentos
não sucumbirá, porque, no seu coração e na sua alma, está escrita essa
verdade: Deus criou-o à Sua imagem, e essa imagem de Deus contém o potencial
de todas as riquezas, de todas as vitórias."
"Não basta dizer « eu amo »: vocês devem perguntar-se como amam. O amor, de
fato, pode-se comê-lo, pode-se bebê-lo, pode-se respirá-lo... ou pode-se
viver no amor: tudo depende do nível de consciência.
Quem come o amor permanece no plano físico e nunca será satisfeito, pois se
satisfaz com prazeres inferiores. Quem bebe o amor sente prazeres mais
sutis, mas ainda está mergulhado nos gozos e nas satisfações do plano
astral. Quem conseguiu alcançar as regiões do plano mental, através da arte
ou da filosofia, respira o amor. Quanto àquele que vive no amor, no lado
sutil e etéreo do amor, ele o possui como luz no espírito, como calor no
coração, e pode difundir essa luz e esse calor para todos os seres que o
rodeiam. Quem vive nesse amor saboreia a plenitude."
"A questão do otimismo e do pessimismo vai muito mais além do que se possa
pensar. Só quem está na busca dos bens espirituais pode ser realmente
otimista. Porém, quem se concentra nos bens materiais, mesmo que
inicialmente esteja cheio de esperança, mais cedo ou mais tarde, será
obrigado a abandonar as suas ilusões.
Otimismo e pessimismo subentendem duas filosofias de vida. O pessimista não
vê nada além das pequenas coisas da Terra, enquanto o otimista abre a sua
alma para as vastas extensões do Céu. Ele sabe que o homem está predestinado
para, um dia, alcançar a sua pátria celeste. No caminho que leva a essa
pátria, obviamente, ele encontrará o mal sob todas as sua formas, sofrerá,
duvidará dos outros e de si mesmo, desanimará. Mas mesmo nos piores momentos
não sucumbirá, porque, no seu coração e na sua alma, está escrita essa
verdade: Deus criou-o à Sua imagem, e essa imagem de Deus contém o potencial
de todas as riquezas, de todas as vitórias."
"Não basta dizer « eu amo »: vocês devem perguntar-se como amam. O amor, de
fato, pode-se comê-lo, pode-se bebê-lo, pode-se respirá-lo... ou pode-se
viver no amor: tudo depende do nível de consciência.
Quem come o amor permanece no plano físico e nunca será satisfeito, pois se
satisfaz com prazeres inferiores. Quem bebe o amor sente prazeres mais
sutis, mas ainda está mergulhado nos gozos e nas satisfações do plano
astral. Quem conseguiu alcançar as regiões do plano mental, através da arte
ou da filosofia, respira o amor. Quanto àquele que vive no amor, no lado
sutil e etéreo do amor, ele o possui como luz no espírito, como calor no
coração, e pode difundir essa luz e esse calor para todos os seres que o
rodeiam. Quem vive nesse amor saboreia a plenitude."
Autodomínio
Postado por Kamadon
Pensamento do dia 29 de março
"Quantos erros os seres humanos cometem porque não são senhores da própria
consciência! Não percebem que estão cedendo às vontades de toda espécie que
tentam influenciá-los. O discípulo é aquele que compreendeu não só que deve
ser lúcido, mas também que deve se impor a todos aqueles que nele (o ventre,
o estômago, o sexo, o fígado, o cérebro, o coração...) não param de
enviar-lhe os seus representantes para reivindicar alguma coisa. É verdade,
ele não pode impedir que certas sugestões, sob forma de imagens ou de
impulsos instintivos, cheguem à sua consciência para procurar perturbá-lo no
seu trabalho espiritual, mas ele não deve ceder. Só assim é que pode levar
uma vida independente.
Portanto, esforcem-se para compreender que todas as vontades discordantes
que se exprimem em vocês, devem ser disciplinadas e colocadas para trabalhar
no interesse de todo o seu ser. Imponham-lhes a lei do espírito para que a
sua consciência se torne superconsciência."
Pensamento do dia 29 de março
"Quantos erros os seres humanos cometem porque não são senhores da própria
consciência! Não percebem que estão cedendo às vontades de toda espécie que
tentam influenciá-los. O discípulo é aquele que compreendeu não só que deve
ser lúcido, mas também que deve se impor a todos aqueles que nele (o ventre,
o estômago, o sexo, o fígado, o cérebro, o coração...) não param de
enviar-lhe os seus representantes para reivindicar alguma coisa. É verdade,
ele não pode impedir que certas sugestões, sob forma de imagens ou de
impulsos instintivos, cheguem à sua consciência para procurar perturbá-lo no
seu trabalho espiritual, mas ele não deve ceder. Só assim é que pode levar
uma vida independente.
Portanto, esforcem-se para compreender que todas as vontades discordantes
que se exprimem em vocês, devem ser disciplinadas e colocadas para trabalhar
no interesse de todo o seu ser. Imponham-lhes a lei do espírito para que a
sua consciência se torne superconsciência."
sexta-feira, 25 de março de 2011
Somos os criadores da nossa realidade
Postado por Kamadon
No universo em que habitamos não existe nada que seja acidental, que aconteça por acaso ou de repente. Tudo tem uma causa específica. Tudo aquilo, bom ou mau, que encontramos no momento presente é apenas a conseqüência lógica de alguma ação que nós mesmos iniciamos no passado. Infortúnios, enfermidades e desordem são meramente os efeitos de fatores causadores (na atual encarnação ou numa anterior) que atuam sob as leis do Tikun. A Lei do Tikun é muito similar a Lei do Carma existente nas filosofias orientais, assim como diz o Swami Vivekananda (Séc. XIX): “Carma é a eterna afirmação da liberdade humana... Nossos pensamentos, nossos atos, nossas palavras, são fios de uma rede que tecemos ao redor de nós mesmos”. A palavra hebraica Tikun pode ter 2 significados: O primeiro entende-se como CORREÇÃO, que nos dá a idéia de retificar ou consertar algo que tenhamos feito de errado ou negativo no passado. A segunda forma de se entender o Tikun é como uma RESTAURAÇÃO, ou seja, é a maneira que temos de preencher algo que esteja vazio (não completo) ou deficiente em um determinado instante. Baseado nessas duas idéias foram criados o conceito de Tikun HaNefesh (Correção/Restauração da Alma) que se refere ao processo que cada um de nós possui em particular, isto é, são as correções (missões) específicas que temos que cumprir neste mundo devido às nossas próprias ações passadas; e o conceito de Tikun HaOlam (Correção/Restauração do Mundo) que diz respeito às ações a que cada um de nós é responsável para trazer a Luz para o nosso mundo e elevar a humanidade para um outro nível consciência. Se formos mais a fundo, perceberemos que na realidade estas duas idéias se fundem numa só devido ao fato de todos nós (humanidade) em essência sermos uma única alma. Esta única alma não fragmentada é conhecida como Adam Kadmon (Homem Primordial) e pode ser representada pela sefirá de Keter na Árvore da Vida.
De um ponto de vista cabalístico, todas as formas de dor, sofrimento, enfermidade ou caos financeiro têm suas origens no Tikun e não devem ser interpretadas de maneira fatalista ou aleatória. Muitas vezes, não conseguimos escapar dos resultados de ações passadas, mas com o Livre Arbítrio podemos mudar os resultados pelo que fazemos agora. Se a alma se dá conta de seus “defeitos” e reconhece a Lei do Tikun como uma verdade espiritual, por mais difícil que isso possa parecer, a alma se alinha com as forças do universo. Com a visão cósmica da Unidade, nossos obstáculos e “problemas” que são acompanhados por dor e sofrimento, e que exigem um grande esforço interior, agora podem ser entendidos como aprendizados e oportunidades que contribuem na mudança de caráter alcançando um dos nossos principais objetivos: TRANSFORMAÇÃO INTERIOR e CRESCIMENTO ESPIRITUAL.
Aquilo que chamamos de “defeitos” são manifestados através de bloqueios ou cortinas que nos separam da Luz. Na Cabala esses bloqueios são chamados de KLIPOT (Cascas). Temos que removê-las para completar nosso Tikun. Para tal devemos expandir nossa consciência e em conjunto com a ferramenta do Livre Arbítrio, reprogramar nosso destino.
RECONHECER OS PRÓPRIOS “DEFEITOS” É O PRIMEIRO PASSO PARA ELIMINÁ-LOS.
Uma boa dica para identificar nossos Tikuns pessoais é perceber tudo aquilo que é desconfortável ou difícil de abrir mão na vida. Geralmente, um Tikun está relacionado com nosso lado egóico e existe uma Zona de Conforto circundante que deve ser “quebrada”. Situações ou obstáculos que ocorrem de forma repetitiva também estão ligadas aos nossos Tikuns. Medite nas possíveis causas. É o próprio cosmos que envia esses desafios para que possamos nos corrigir e nos elevar. Não fuja. Aproveite a oportunidade. Enfrente-os. Liberte-se.
TRANSCENDA OS OBSTÁCULOS! SAIA DA ZONA DE CONFORTO! NEUTRALIZE O EGO!
Um dos princípios básicos da Cabala, assim como acreditar na existência do D’us Único (O Todo-Poderoso, O Criador do Universo, O Nome), é a crença no conceito da “Reencarnação” ou “Transmigração das Almas” (Guilgul Neshamot). É muito importante ter consciência desta outra lei espiritual para compreendermos adequadamente o funcionamento de todo o processo do Tikun, pois é através da reencarnação que podemos compreender verdadeiramente a justiça divina expressa por amor e bondade, alimentando o futuro com absoluta esperança e alto consolo.
Então, por que não lembramos nossas encarnações (vivências) em outros corpos físicos em tempos passados? O Cabalista Moshé Cordovero (Séc. XVI) diz que não lembrar é uma verdadeira benção, pois para a maior parte da humanidade que ainda está numa consciência espiritual não evoluída o bastante, caso lembrasse de todo histórico reencarnatório, as pessoas iriam ficar se cobrando o tempo todo as dívidas anteriores. Portanto, à medida que vamos crescendo numa “escala” espiritual, expandindo nossa consciência, teremos um melhor entendimento e um controle maior sobre CAUSA e EFEITO. Já existem hoje, vastos estudos e práticas puramente científicas nascidas nos ramos da psicologia, como a conhecida Terapia de Vidas Passadas (TVP) e até carreiras em universidades européias especializadas em Reencarnação. Este é um elemento essencial no progresso da espiritualidade, onde os movimentos de FÉ e CIÊNCIA tendem a se unificar.
“NÃO É POSSÍVEL ENTENDER A CABALA SEM ACREDITAR NA ETERNIDADE DA ALMA E SUAS REENCARNAÇÕES.” (Rabino Arieh Kaplan – Séc. XX)
No universo em que habitamos não existe nada que seja acidental, que aconteça por acaso ou de repente. Tudo tem uma causa específica. Tudo aquilo, bom ou mau, que encontramos no momento presente é apenas a conseqüência lógica de alguma ação que nós mesmos iniciamos no passado. Infortúnios, enfermidades e desordem são meramente os efeitos de fatores causadores (na atual encarnação ou numa anterior) que atuam sob as leis do Tikun. A Lei do Tikun é muito similar a Lei do Carma existente nas filosofias orientais, assim como diz o Swami Vivekananda (Séc. XIX): “Carma é a eterna afirmação da liberdade humana... Nossos pensamentos, nossos atos, nossas palavras, são fios de uma rede que tecemos ao redor de nós mesmos”. A palavra hebraica Tikun pode ter 2 significados: O primeiro entende-se como CORREÇÃO, que nos dá a idéia de retificar ou consertar algo que tenhamos feito de errado ou negativo no passado. A segunda forma de se entender o Tikun é como uma RESTAURAÇÃO, ou seja, é a maneira que temos de preencher algo que esteja vazio (não completo) ou deficiente em um determinado instante. Baseado nessas duas idéias foram criados o conceito de Tikun HaNefesh (Correção/Restauração da Alma) que se refere ao processo que cada um de nós possui em particular, isto é, são as correções (missões) específicas que temos que cumprir neste mundo devido às nossas próprias ações passadas; e o conceito de Tikun HaOlam (Correção/Restauração do Mundo) que diz respeito às ações a que cada um de nós é responsável para trazer a Luz para o nosso mundo e elevar a humanidade para um outro nível consciência. Se formos mais a fundo, perceberemos que na realidade estas duas idéias se fundem numa só devido ao fato de todos nós (humanidade) em essência sermos uma única alma. Esta única alma não fragmentada é conhecida como Adam Kadmon (Homem Primordial) e pode ser representada pela sefirá de Keter na Árvore da Vida.
De um ponto de vista cabalístico, todas as formas de dor, sofrimento, enfermidade ou caos financeiro têm suas origens no Tikun e não devem ser interpretadas de maneira fatalista ou aleatória. Muitas vezes, não conseguimos escapar dos resultados de ações passadas, mas com o Livre Arbítrio podemos mudar os resultados pelo que fazemos agora. Se a alma se dá conta de seus “defeitos” e reconhece a Lei do Tikun como uma verdade espiritual, por mais difícil que isso possa parecer, a alma se alinha com as forças do universo. Com a visão cósmica da Unidade, nossos obstáculos e “problemas” que são acompanhados por dor e sofrimento, e que exigem um grande esforço interior, agora podem ser entendidos como aprendizados e oportunidades que contribuem na mudança de caráter alcançando um dos nossos principais objetivos: TRANSFORMAÇÃO INTERIOR e CRESCIMENTO ESPIRITUAL.
Aquilo que chamamos de “defeitos” são manifestados através de bloqueios ou cortinas que nos separam da Luz. Na Cabala esses bloqueios são chamados de KLIPOT (Cascas). Temos que removê-las para completar nosso Tikun. Para tal devemos expandir nossa consciência e em conjunto com a ferramenta do Livre Arbítrio, reprogramar nosso destino.
RECONHECER OS PRÓPRIOS “DEFEITOS” É O PRIMEIRO PASSO PARA ELIMINÁ-LOS.
Uma boa dica para identificar nossos Tikuns pessoais é perceber tudo aquilo que é desconfortável ou difícil de abrir mão na vida. Geralmente, um Tikun está relacionado com nosso lado egóico e existe uma Zona de Conforto circundante que deve ser “quebrada”. Situações ou obstáculos que ocorrem de forma repetitiva também estão ligadas aos nossos Tikuns. Medite nas possíveis causas. É o próprio cosmos que envia esses desafios para que possamos nos corrigir e nos elevar. Não fuja. Aproveite a oportunidade. Enfrente-os. Liberte-se.
TRANSCENDA OS OBSTÁCULOS! SAIA DA ZONA DE CONFORTO! NEUTRALIZE O EGO!
Um dos princípios básicos da Cabala, assim como acreditar na existência do D’us Único (O Todo-Poderoso, O Criador do Universo, O Nome), é a crença no conceito da “Reencarnação” ou “Transmigração das Almas” (Guilgul Neshamot). É muito importante ter consciência desta outra lei espiritual para compreendermos adequadamente o funcionamento de todo o processo do Tikun, pois é através da reencarnação que podemos compreender verdadeiramente a justiça divina expressa por amor e bondade, alimentando o futuro com absoluta esperança e alto consolo.
Então, por que não lembramos nossas encarnações (vivências) em outros corpos físicos em tempos passados? O Cabalista Moshé Cordovero (Séc. XVI) diz que não lembrar é uma verdadeira benção, pois para a maior parte da humanidade que ainda está numa consciência espiritual não evoluída o bastante, caso lembrasse de todo histórico reencarnatório, as pessoas iriam ficar se cobrando o tempo todo as dívidas anteriores. Portanto, à medida que vamos crescendo numa “escala” espiritual, expandindo nossa consciência, teremos um melhor entendimento e um controle maior sobre CAUSA e EFEITO. Já existem hoje, vastos estudos e práticas puramente científicas nascidas nos ramos da psicologia, como a conhecida Terapia de Vidas Passadas (TVP) e até carreiras em universidades européias especializadas em Reencarnação. Este é um elemento essencial no progresso da espiritualidade, onde os movimentos de FÉ e CIÊNCIA tendem a se unificar.
“NÃO É POSSÍVEL ENTENDER A CABALA SEM ACREDITAR NA ETERNIDADE DA ALMA E SUAS REENCARNAÇÕES.” (Rabino Arieh Kaplan – Séc. XX)
quinta-feira, 24 de março de 2011
A ENERGIA DA INTENÇÃO
Postado por Kamadon
Uma mensagem de Jennifer Hoffman
Uma vez que começamos a nos perceber como seres energéticos que vivem em um mundo energético, podemos compreender o relacionamento que existe entre a alma e o ser humano, que é um reflexo disto entre o céu e a terra. Enquanto o nosso foco tende a ser fixado em nossa humanidade, porque é do que estamos cientes, somos uma fusão de muitas energias diferentes, que nós controlamos através de nossos pensamentos.
Cada pensamento é uma intenção, um comando que emitimos para a energia que nos rodeia, para que ela possa se manifestar no ser.
A natureza da energia é vir a ser, que é o seu único propósito. E nós somos aqueles que temos o poder de comandá-la. Na verdade, ela só responde a nós. Imaginem estando rodeados por uma multidão de seres, todos focados em vocês, esperando que vocês lhes digam o que fazer. Isto é exatamente o que somos como seres humanos que vivem em um mundo energético. Estamos rodeados pela energia, cujo único propósito é fazer o que pedimos. E nós pedimos através da intenção.
Cada pensamento é uma intenção, um comando que sai e é manifestado exatamente como é. Isto muda a maneira com que vocês percebem os seus pensamentos? Deveria porque cada um é igualmente poderoso e é respondido da mesma maneira. Não há bons ou maus pensamentos, há somente pensamentos. Não há boas ou más manifestações, pois cada uma depende de nosso nível de vibração, das frequências energéticas que mantemos e como estamos conectados ao nosso poder e conscientes dele. Quanto mais poder colocamos em nossos pensamentos, maior será a resposta energética.
Enquanto nos concentramos no uso da intenção como uma ferramenta de manifestação, não estamos cientes de que todos os nossos pensamentos são parte da intenção e que todos eles se manifestam. Assim o pensamento ineficiente, limitante, derrotado, obtém tanta atenção e cria tanto quanto o pensamento ilimitado, positivo. Quando temos uma mistura de pensamentos, eles tendem a se anular mutuamente e a nossa criação é bloqueada. Qual é a sua intenção para a sua vida, para o sucesso, os relacionamentos, ou o amor? O que vocês estão pensando sobre eles? Cada pensamento é uma intenção, de modo que para criar os resultados melhores e mais elevados para vocês, lembrem-se de que cada um recebe a mesma resposta e criará da mesma maneira. Escolham aqueles que vocês querem realmente e é isto que vocês terão.
Direitos Autorais 2011 – Jennifer Hoffman – www.urielheals.com
Uma mensagem de Jennifer Hoffman
Uma vez que começamos a nos perceber como seres energéticos que vivem em um mundo energético, podemos compreender o relacionamento que existe entre a alma e o ser humano, que é um reflexo disto entre o céu e a terra. Enquanto o nosso foco tende a ser fixado em nossa humanidade, porque é do que estamos cientes, somos uma fusão de muitas energias diferentes, que nós controlamos através de nossos pensamentos.
Cada pensamento é uma intenção, um comando que emitimos para a energia que nos rodeia, para que ela possa se manifestar no ser.
A natureza da energia é vir a ser, que é o seu único propósito. E nós somos aqueles que temos o poder de comandá-la. Na verdade, ela só responde a nós. Imaginem estando rodeados por uma multidão de seres, todos focados em vocês, esperando que vocês lhes digam o que fazer. Isto é exatamente o que somos como seres humanos que vivem em um mundo energético. Estamos rodeados pela energia, cujo único propósito é fazer o que pedimos. E nós pedimos através da intenção.
Cada pensamento é uma intenção, um comando que sai e é manifestado exatamente como é. Isto muda a maneira com que vocês percebem os seus pensamentos? Deveria porque cada um é igualmente poderoso e é respondido da mesma maneira. Não há bons ou maus pensamentos, há somente pensamentos. Não há boas ou más manifestações, pois cada uma depende de nosso nível de vibração, das frequências energéticas que mantemos e como estamos conectados ao nosso poder e conscientes dele. Quanto mais poder colocamos em nossos pensamentos, maior será a resposta energética.
Enquanto nos concentramos no uso da intenção como uma ferramenta de manifestação, não estamos cientes de que todos os nossos pensamentos são parte da intenção e que todos eles se manifestam. Assim o pensamento ineficiente, limitante, derrotado, obtém tanta atenção e cria tanto quanto o pensamento ilimitado, positivo. Quando temos uma mistura de pensamentos, eles tendem a se anular mutuamente e a nossa criação é bloqueada. Qual é a sua intenção para a sua vida, para o sucesso, os relacionamentos, ou o amor? O que vocês estão pensando sobre eles? Cada pensamento é uma intenção, de modo que para criar os resultados melhores e mais elevados para vocês, lembrem-se de que cada um recebe a mesma resposta e criará da mesma maneira. Escolham aqueles que vocês querem realmente e é isto que vocês terão.
Direitos Autorais 2011 – Jennifer Hoffman – www.urielheals.com
quarta-feira, 23 de março de 2011
ALCOOLISMO
Postado por Kamadon
O que é ser viciado em bebida? O que é parar de bar em bar e beber? Um carma... É uma situação de vida que é o resultado do gênero de provação pedido pelo espírito antes da encarnação.
Este acontecimento é um carma, mas não é oriundo de um castigo. Ele é a expressão da provação de um gênero de provação e, portanto, serve como instrumento para a elevação espiritual. Aquele que vivencia o alcoolismo como carma bebe, fica grogue, cai, dá vexame e os outros riem dele para ver se este ser muda a sua escolha sentimental. Portanto, é um ato de amor...
Participante: E quando a pessoa não consegue enxergar isso por mais que a famílias e as pessoas ao seu redor tentem ajudá-la?
Desculpe, mas a família do bêbado não age desta forma porque é viciada em querer que ele pare de beber...
Participante: Tá difícil...
Está sim, porque vocês querem colocar culpas onde não há. Os seres humanizados não entendem que quando eles acusam o outro pelo vício do álcool não observam que eles são viciados no não beber...
Lembre-se que o amor universal parte da igualdade e por isso deve dar ao próximo o direito de ser bêbado...
Todas as coisas só acontecem no mundo interno de cada um, ou seja, é problema da pessoa com ela mesma. Agora, quem está de fora, este está lá por que tem o carma de estar e, neste caso, aquele que bebe é apenas instrumento do carma do outro. Sendo assim, afirmo que ele não provoca ferimento em ninguém que não merecesse e precisasse passar por aquilo.
Participante: A bebida vicia o espírito?
Não, não vicia nada. O que vicia é o sentimento e não a coisa material.
A bebida é uma coisa material e por isso não pode agir sobre o espírito. Como diz o Espírito da Verdade é o espírito que age sobre a matéria e não ao contrário.
Um espírito viciado em individualismo, em vaidade, em soberba e que passa pelas provas para vencer estas sensações e não consegue, ou seja, não deixa de sentir estas coisas, pode merecer o carma de se tornar um alcoólatra que vive jogado na sarjeta para ver se este ser vence estas sensações.
Agora, se você é a esposa de um homem e não merece pela sua ação carmática ser casada com um bêbado, pode ter certeza que ou se casará com outro ou irá se separar antes que ele caia no vício. Mas, sendo esposa de um bêbado e convivendo com ele, pode ter certeza que é seu carma vivenciar aquilo. Mas, não basta apenas vivenciar: é preciso amar o bêbado...
Estou falando assim porque a humanidade quando vê alguém no estado de alcoólatra só sabe criticar. Só sabe dizer que é errado, que é feio, que é o alcoolismo dele que está lhe prejudicando e acabando com a família. Onde está o amor nesta forma de agir? Cristo ensinou amar a todos e não apenas os sóbrios.
Amar a todos é amar o sóbrio e o bêbado. É amar a bebedeira, as conseqüências dela, a ausência dele para beber. É amar a tudo...
Participante: Podemos dizer, então, que um viciado em drogas que já não tem mais dinheiro para comprar drogas e por isso rouba a família o vizinho e o seu próximo de um modo geral, além de ter o seu próprio carma é instrumento do carma dos outros quando faz estas coisas?
Todo mundo que faz alguma coisa frente a você é instrumento do seu carma. Se você precisa ser roubado, Deus providenciará um que mereça ser ladrão.
Participante: Mas há uma dependência química?
Desculpe não concordar com você, mas acredito que Deus é Causa Primária de todas as Coisas. Sendo assim, não existe dependência química. Veja este trecho de O Livro dos Espíritos...
07. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas? Mas, então, qual seria a causa primária dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária.
Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.
Então veja. Não é o álcool que embriaga, pois a propriedade de embriaguez do álcool está sujeita a Deus. É por isso que tem seres humanizados que toma muitas cervejas e não fica bêbado enquanto que outros tomam meio copo e ficam.
Tem gente que toma cerveja todo dia, mas não é viciado, ou seja, se não tomar não sofre. Agora tem seres humanizados que toma uma vez por semana, mas se não tomar naquele dia ele sofre. Este é o viciado e não aquele que faz uso diariamente.
O vício não se caracteriza pela quantidade de bebida ou pela rotina de ingerir álcool. Ele é determinado pela dependência, ou seja, a capacidade de não ser feliz quando não tem aquilo que quer. Isso é dependência.
Participante: Gostaria que o senhor nos explicasse como funciona uma coisa. Os vícios, de um modo geral,são uma dependência espiritual, mas para aqueles que vivenciam o vício, Deus dá através do corpo uma reação à falta do elemento pelo qual se é viciado. Como funciona isso?
Como você disse, Deus dá uma reação ao corpo. Mas, ao mesmo tempo em que faz isso, lhe diz que essa reação é motivada pela falta da droga.
Participante: Mas estas reações são iguais para todas as pessoas...
Quem disse que são? Você está julgando, achando...
Veja: nós não podemos generalizar nada... Isso porque qualquer generalização que fizermos será sempre fruto de uma achar individual e não de uma verdade Absoluta,
Na sua pergunta você havia falado dentro da realidade universal. O ser humanizado tem um vício porque tem um carma de ser viciado. A esses, no carma da abstinência, existe a idéia de sentir falta do objeto do vício. Vocês humanos dizem que isso é causado pelo objeto do vício, mas neste momento saiu da realidade universal. A falta não é sentida por causa do objeto do vício, mas porque Deus dá esta idéia ao ser humanizado.
O objeto do vício, no nosso caso a bebida alcoólica não pode causar nada porque ela é material e assim sendo, é apenas uma ilusão, uma idéia. Se o objeto é ilusão, a sensação da falta não pode ser causada por ele, não é mesmo? Seria a mesma coisa dizer que é a bebida que embriaga. Num Universo onde Deus é a Causa Primária, tudo tem que prover primariamente Dele. Sendo assim, é Deus quem dá a embriaguez e vocês humanos acreditam que foi o álcool que fez isso...
Participante: Digamos, então que é uma programação coletiva para todos os habitantes do planeta Terra. Havendo a percepção da falta da matéria (abstinência) Deus dá uma determinada reação material?
Não, porque senão ninguém venceria a droga. Os efeitos da abstinência não podem ser dados como regra, de forma igual a todos, porque senão ninguém conseguiria vencê-la, já que tem alguns que não a vence. Na verdade alguns passam pela abstinência sem receber de Deus determinadas sensações enquanto que outros passam por ela recebendo de Deus sensações diferenciadas.
Participante: Conforme o carma é a abstinência mais significativa ou não?
Perfeito... Conforme o carma, conforme o merecimento...
Digamos que há dois seres humanizados que cheirem cocaína dez vezes por dia. Em algum momento um deles mudou o seu padrão sentimental e o outro não. Aos dois foi gerado o carma da falta da cocaína. Deus dará para aquele que mudou o padrão sentimental uma forma de vivenciar este acontecimento enquanto dará ao outro uma forma diferente de sentir o mesmo momento.
Por este exemplo podemos verificar que o que se sente na abstinência não tem nada a ver com a quantidade ou com a periodicidade do consumo o que irá se sentir na abstinência. O que teve efeito foi a mudança do padrão sentimental de cada um e por causa dela, Deus deu a cada um segundo a sua obra.
Participante: então o que é sentido durante a abstinência também faz parte da história do carma do espírito?
Sim... Igual a tudo da vida: o casamento, o nascimento, adquirir bens, etc...
Então o que é sentido durante a abstinência também faz parte da história do carma do espírito?
O que é ser viciado em bebida? O que é parar de bar em bar e beber? Um carma... É uma situação de vida que é o resultado do gênero de provação pedido pelo espírito antes da encarnação.
Este acontecimento é um carma, mas não é oriundo de um castigo. Ele é a expressão da provação de um gênero de provação e, portanto, serve como instrumento para a elevação espiritual. Aquele que vivencia o alcoolismo como carma bebe, fica grogue, cai, dá vexame e os outros riem dele para ver se este ser muda a sua escolha sentimental. Portanto, é um ato de amor...
Participante: E quando a pessoa não consegue enxergar isso por mais que a famílias e as pessoas ao seu redor tentem ajudá-la?
Desculpe, mas a família do bêbado não age desta forma porque é viciada em querer que ele pare de beber...
Participante: Tá difícil...
Está sim, porque vocês querem colocar culpas onde não há. Os seres humanizados não entendem que quando eles acusam o outro pelo vício do álcool não observam que eles são viciados no não beber...
Lembre-se que o amor universal parte da igualdade e por isso deve dar ao próximo o direito de ser bêbado...
Todas as coisas só acontecem no mundo interno de cada um, ou seja, é problema da pessoa com ela mesma. Agora, quem está de fora, este está lá por que tem o carma de estar e, neste caso, aquele que bebe é apenas instrumento do carma do outro. Sendo assim, afirmo que ele não provoca ferimento em ninguém que não merecesse e precisasse passar por aquilo.
Participante: A bebida vicia o espírito?
Não, não vicia nada. O que vicia é o sentimento e não a coisa material.
A bebida é uma coisa material e por isso não pode agir sobre o espírito. Como diz o Espírito da Verdade é o espírito que age sobre a matéria e não ao contrário.
Um espírito viciado em individualismo, em vaidade, em soberba e que passa pelas provas para vencer estas sensações e não consegue, ou seja, não deixa de sentir estas coisas, pode merecer o carma de se tornar um alcoólatra que vive jogado na sarjeta para ver se este ser vence estas sensações.
Agora, se você é a esposa de um homem e não merece pela sua ação carmática ser casada com um bêbado, pode ter certeza que ou se casará com outro ou irá se separar antes que ele caia no vício. Mas, sendo esposa de um bêbado e convivendo com ele, pode ter certeza que é seu carma vivenciar aquilo. Mas, não basta apenas vivenciar: é preciso amar o bêbado...
Estou falando assim porque a humanidade quando vê alguém no estado de alcoólatra só sabe criticar. Só sabe dizer que é errado, que é feio, que é o alcoolismo dele que está lhe prejudicando e acabando com a família. Onde está o amor nesta forma de agir? Cristo ensinou amar a todos e não apenas os sóbrios.
Amar a todos é amar o sóbrio e o bêbado. É amar a bebedeira, as conseqüências dela, a ausência dele para beber. É amar a tudo...
Participante: Podemos dizer, então, que um viciado em drogas que já não tem mais dinheiro para comprar drogas e por isso rouba a família o vizinho e o seu próximo de um modo geral, além de ter o seu próprio carma é instrumento do carma dos outros quando faz estas coisas?
Todo mundo que faz alguma coisa frente a você é instrumento do seu carma. Se você precisa ser roubado, Deus providenciará um que mereça ser ladrão.
Participante: Mas há uma dependência química?
Desculpe não concordar com você, mas acredito que Deus é Causa Primária de todas as Coisas. Sendo assim, não existe dependência química. Veja este trecho de O Livro dos Espíritos...
07. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas? Mas, então, qual seria a causa primária dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária.
Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.
Então veja. Não é o álcool que embriaga, pois a propriedade de embriaguez do álcool está sujeita a Deus. É por isso que tem seres humanizados que toma muitas cervejas e não fica bêbado enquanto que outros tomam meio copo e ficam.
Tem gente que toma cerveja todo dia, mas não é viciado, ou seja, se não tomar não sofre. Agora tem seres humanizados que toma uma vez por semana, mas se não tomar naquele dia ele sofre. Este é o viciado e não aquele que faz uso diariamente.
O vício não se caracteriza pela quantidade de bebida ou pela rotina de ingerir álcool. Ele é determinado pela dependência, ou seja, a capacidade de não ser feliz quando não tem aquilo que quer. Isso é dependência.
Participante: Gostaria que o senhor nos explicasse como funciona uma coisa. Os vícios, de um modo geral,são uma dependência espiritual, mas para aqueles que vivenciam o vício, Deus dá através do corpo uma reação à falta do elemento pelo qual se é viciado. Como funciona isso?
Como você disse, Deus dá uma reação ao corpo. Mas, ao mesmo tempo em que faz isso, lhe diz que essa reação é motivada pela falta da droga.
Participante: Mas estas reações são iguais para todas as pessoas...
Quem disse que são? Você está julgando, achando...
Veja: nós não podemos generalizar nada... Isso porque qualquer generalização que fizermos será sempre fruto de uma achar individual e não de uma verdade Absoluta,
Na sua pergunta você havia falado dentro da realidade universal. O ser humanizado tem um vício porque tem um carma de ser viciado. A esses, no carma da abstinência, existe a idéia de sentir falta do objeto do vício. Vocês humanos dizem que isso é causado pelo objeto do vício, mas neste momento saiu da realidade universal. A falta não é sentida por causa do objeto do vício, mas porque Deus dá esta idéia ao ser humanizado.
O objeto do vício, no nosso caso a bebida alcoólica não pode causar nada porque ela é material e assim sendo, é apenas uma ilusão, uma idéia. Se o objeto é ilusão, a sensação da falta não pode ser causada por ele, não é mesmo? Seria a mesma coisa dizer que é a bebida que embriaga. Num Universo onde Deus é a Causa Primária, tudo tem que prover primariamente Dele. Sendo assim, é Deus quem dá a embriaguez e vocês humanos acreditam que foi o álcool que fez isso...
Participante: Digamos, então que é uma programação coletiva para todos os habitantes do planeta Terra. Havendo a percepção da falta da matéria (abstinência) Deus dá uma determinada reação material?
Não, porque senão ninguém venceria a droga. Os efeitos da abstinência não podem ser dados como regra, de forma igual a todos, porque senão ninguém conseguiria vencê-la, já que tem alguns que não a vence. Na verdade alguns passam pela abstinência sem receber de Deus determinadas sensações enquanto que outros passam por ela recebendo de Deus sensações diferenciadas.
Participante: Conforme o carma é a abstinência mais significativa ou não?
Perfeito... Conforme o carma, conforme o merecimento...
Digamos que há dois seres humanizados que cheirem cocaína dez vezes por dia. Em algum momento um deles mudou o seu padrão sentimental e o outro não. Aos dois foi gerado o carma da falta da cocaína. Deus dará para aquele que mudou o padrão sentimental uma forma de vivenciar este acontecimento enquanto dará ao outro uma forma diferente de sentir o mesmo momento.
Por este exemplo podemos verificar que o que se sente na abstinência não tem nada a ver com a quantidade ou com a periodicidade do consumo o que irá se sentir na abstinência. O que teve efeito foi a mudança do padrão sentimental de cada um e por causa dela, Deus deu a cada um segundo a sua obra.
Participante: então o que é sentido durante a abstinência também faz parte da história do carma do espírito?
Sim... Igual a tudo da vida: o casamento, o nascimento, adquirir bens, etc...
Então o que é sentido durante a abstinência também faz parte da história do carma do espírito?
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